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Os que acompanham a série de animação “Os Simpsons” sabem que cada capítulo carrega muita inspiração e genialidade. Um episódio, em especial, inspirou esse texto de hoje. “Dufless”, que foi ao ar na quarta temporada em 1993, trouxe insigths para nossas estratégias de Marketing digital, mesmo 22 anos depois de sua exibição. Não sei se é muita “piração” essa análise, mas confira e veja se faz sentido pra você também.

A história

Tudo começa quando Bart acerta o diretor Skinner com um tomate gigante, resultado do projeto de ciências de Lisa, sua irmã. Para se vingar, ela decide usá-lo secretamente como experimento para ver se um hamster tem mais inteligência que seu irmão.

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Mais tarde, Lisa fica feliz ao descobrir que o hamster passou nos testes e Bart não. Bart então descobre o plano da irmã para humilhá-lo com o projeto da feira de ciências. No evento, quando Lisa está prestes a apresentar sua experiência, os alunos saem correndo para ver o projeto de Bart.

simpsons 3

Ele pegou o hamster de Lisa e o vestiu como aviador, com óculos e um cachecol. Sua intenção é demonstrar que hamsters podem pilotar aviões. É claro que o aviãozinho não saiu do lugar, mas graças ao simpático projeto, Bart conquista o primeiro lugar na feira.

O que podemos observar:

– A Lisa teve o cuidado de pesquisar, organizar e entender os dados. Ela se preocupou em preparar uma apresentação com o conteúdo da sua tese e estava certa que seria bem-sucedida.

– O Bart optou por emocionar o público, fazendo um trabalho tão bonito e fofinho, que os presentes ignoraram o real fundamento teórico da sua apresentação. Com isso, ele fez com que as pessoas não se interessassem pelos dados concretos coletados pela Lisa e agissem totalmente pela emoção. Resultado? Ele foi o vencedor.

Neurocientíficamente falando, a informação chega pelo sistema límbico (na entrada emocional e inconsciente que corresponde a 90% de nossas percepções diárias) e é o grande acesso às decisões e aprovação. Já a Lisa foi Cortical. Entregou a informação ao Cortex, área racional que corresponde a apenas 10% de nossas decisões e consome muita de nossa energia.

Relação Forma/Conteúdo

O ser humano, de maneira geral, possui uma tendência natural de concluir o conteúdo pela forma. O pensamento mais comum é – Se a fruta é boa por fora, quer dizer que está boa para consumo. Mas será que devemos julgar o livro pela capa? Esse julgamento é inconsciente. Ele se dá pelos atalhos criados pelo cérebro que gera pré-julgamentos a respeito de experiências anteriores.

Um erro comum em produções de conteúdo para a internet, como vídeos, e-books, whitepapers e textos para blog, é a apelação para um visual rebuscado e chamativo, sem a preocupação com o real impacto positivo que a essência do conteúdo poderá causar. No caso do texto para blog, o apelo visual pode ser “explorado” em imagens incríveis de divulgação em redes sociais e e-mail marketing, com títulos chamativos, porém com informações pobres, sem relevância ou aplicação prática.

Por outro lado, algumas empresas erram ao produzir um conteúdo excepcional sem se preocupar com a “embalagem”, com a entrega de experiência que esse material rico pode proporcionar ao usuário, leitor, cliente, entre outros.

Mas afinal, o que está certo?

A conclusão é muito simples: equilíbrio.  Estude sua persona, posicione-a na jornada de compras, pesquise os temas de seu interesse e faça o melhor conteúdo que ela poderia consumir para suprir sua necessidade. Por outro lado, não se esqueça de “embalar esse produto” com uma arte magistral, conforme o tema e com o perfil de quem irá utilizá-lo. Forma e conteúdo fazem o casamento perfeito de um material de sucesso.

Esse texto foi inspirado no vídeo “Forma vs Conteúdo” do Canal do Pirula, no YouTube. 
 

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